
"Alguém disse que a vida é uma festa. A gente chega depois que começou e sai antes que acabe." ... http://twitter.com/marianaliroza
— Tu só bagunça com a minha vida.
— Eu sei.
— Para de rir desse jeito. Isso não é uma coisa boa. Nem legal.
— Eu sei disso também. Mas sabe o que mais eu sei? Que você adora.
— Cala sua boca.
— Vem você calar.
— Meu Deus, quantos anos você tem mesmo?
Parece … Parece que, sei lá, você não cresceu, sabe?
— Posso te mostrar que cresci, e muito. Se é que me entende.
— Para de maliciar tudo.
— Não dá. Não quando é com você.
— Argh. Cala boca… Pelo amor de Deus, não repete aquela piada. Sério.
— Eu não ia. Ia dizer que tem função bem melhor pra minha boca. E eu teria todo o prazer do mundo em te mostrar. Você ia gostar muito. Aliás, você ia adorar.
— Meu Deus. Por que eu ainda converso com você mesmo?
— Porque você me ama.
— Essa foi a mais engraçada da noite. De verdade.
— Não adianta negar. Eu te enlouqueço.
— Convencido. Quer saber a verdade, mesmo? Eu te odeio, garoto. Larga de ser iludido.
— Peraí, você quase me convenceu. Tenta de novo, quem sabe.
— Você é impossível.
— Eu sei. Posso te falar uma coisa?
— Não tem como eu te impedir mesmo, né.
— Ainda bem que você sabe. Enfim. O que eu ia falar é que você fica sexy demais quando tá nervosinha. De verdade. Eu não consigo me controlar quando se trata de irritar você.
— Meu Deus.
— Viu, só? Sexy.
— Eu vou falar pela última vez: cala a boca!
— Eu vou calar. A sua boca com a minha.
“Sinto-me bem porque sei que fiz o que pude, falei o que pensei, mudei quando foi preciso(e,olha, minhas mudanças foram ótimas e serão permanentes) e fui sincera sempre, em todos os momentos, em cada conversa, em cada mensagem.”

Eu parti todas as vezes que me pediram para ficar. Esse é o meu maior defeito, esse sempre foi o meu maior erro. Olhando por essa janela, agora, lembro-me de como eu planejava o meu futuro. Algumas coisas eram tão reais que pareciam que jamais iriam acabar. Provei alguns romances, com sabor doce até o insosso. Fugi para me encontrar. Vi a falta que certas pessoas fazem, senti na carne o que é saudade. Pensei em desistir, seria normal se eu não pensasse? Enfrentei obstáculos. Carência de colo, de um ouvido para estar atento a minhas queixas. Eu queria gente. Gente perto, de verdade, que soubesse olhar, reconhecer. Gente que espantasse minha tristeza com palavras bobas, gente que me fizesse sorrir. Não bastava me dizer oi, eu queria amigos por perto. Sem tirar nenhum terço do sentido da palavra. Eu a aventureira. Que se cansava rápido, que estava sempre em busca de coisas novas. Queria alguém que me mostrasse um motivo para ficar. Mais importante que o motivo, eu queria alguém.
Maaas … admitir? Ainda não!
Contentava-me por pouco tempo, mudava sempre quando necessário - tinha e tenho horror a doses de monotonia.Para seguir em frente, em busca dos sonhos, é preciso desapegar e mesmo tendo uma grande dificuldade: desapeguei e desapego. Satisfazendo sempre a minha felicidade, mesmo que fosse preciso deixar pessoas para trás. Hoje sei quem faz parte do meu presente e que essas pessoas vão estar no meu futuro.
Já fui vitima, hoje estou longe disso. Há um tempo –não lembro datas – eu costumava me preocupar com pouco. Não suportava pensar, nem olhar nos olhos de alguém que carregasse uma mágoa com meu nome. Foi por esses dias, mês passado talvez, em que fui entender: também estamos nessa vida para magoar e sermos magoados. Nosso coração vai ser partido e partiremos tantos outros por ai. O dia de mocinha, a noite de vilã.